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Notícias/AGRONEGÓCIO21/10/2026· KF News

Tocantins decreta emergência por seca e abre caminho para renegociação de dívidas rurais

Foto: Tomas Castelazo (CC BY 3.0)

O governo do Tocantins decretou situação de emergência em todo o estado por 180 dias por causa da estiagem prolongada. O Decreto nº 7.251 foi publicado nesta terça-feira (20) no Diário Oficial do Estado. O decreto considera os prejuízos à agropecuária e os riscos de queimadas e incêndios florestais.

Com o decreto, os levantamentos feitos pelos órgãos estaduais podem servir de base para que produtores atingidos peçam apoio financeiro, mais prazo para cumprir obrigações ou renegociação de dívidas, desde que atendidas as exigências legais. O governo, porém, não divulgou valores nem linhas de crédito que poderão ser acionadas.

Dados do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) mostram que, em agosto, cerca de 95% do território tocantinense tinha algum grau de seca. A área classificada como seca moderada saltou de 33,57% em julho para 57,44% em agosto.

A coordenação da resposta ficará com o Corpo de Bombeiros Militar, por meio da Defesa Civil, que vai articular o atendimento a municípios e famílias afetadas, incluindo abastecimento emergencial de água. A Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), com apoio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), vai contabilizar as perdas no campo e orientar os produtores sobre os instrumentos de apoio disponíveis.

No plantio da soja 2026/27, liberado desde 1º de outubro, o avanço ainda era pontual. O vice-presidente da Aprosoja-TO, Thiago Facco, disse que choveu o suficiente para plantar em algumas microrregiões, principalmente no Vale do Araguaia, mas que os produtores seguiam aguardando mais chuvas. O período ideal começa em 15 de outubro, e a janela de plantio em áreas de sequeiro vai até 15 de janeiro de 2027. A soja ocupa cerca de 1,6 milhão de hectares no estado, e a entidade espera pequeno aumento de área nesta temporada. Facco também apontou dificuldades: taxa de juros elevada, dificuldade de crédito e alto endividamento entre os produtores, além de incerteza sobre os efeitos do El Niño.

Fonte: Ler matéria original