
O Corinthians está tentando resolver uma dívida enorme com a Caixa Econômica Federal. O clube deve R$ 640 milhões ao banco e propôs, em 29 de setembro, pagar tudo entregando os direitos de nomear a Neo Química Arena por 15 anos. Com isso, a Caixa passaria a dar o nome ao estádio, que hoje leva o nome da Hypera Pharma. A empresa paga R$ 15 milhões por ano desde 2020. A diretoria corintiana estima que esse direito vale cerca de R$ 70 milhões anuais.
Em 6 de outubro, a Caixa deu sinal positivo à proposta. No dia 16 de outubro de 2026, as duas partes se reuniram. Participaram o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria Geral, o presidente do clube, Osmar Stabile, diretores e integrantes da torcida organizada Gaviões da Fiel. Na reunião, foi assinado um termo de confidencialidade. Uma nova reunião estava prevista para o dia 19 de outubro. Em nota conjunta, Caixa e Corinthians informaram que "as tratativas permanecem em curso e as conversas seguem em um ambiente de cooperação, responsabilidade legal e transparência".
O acordo, porém, ainda não foi fechado. Influenciadores digitais criticaram as negociações, classificando a movimentação como "eleitoreira" por parte do presidente Lula, torcedor declarado do Corinthians. As reuniões aconteceram 9 dias antes do 2º turno das eleições, marcado para 25 de outubro.
Desde a inauguração da arena, em 2014, o clube já pagou cerca de R$ 600 milhões para amortizar o financiamento. O acordo de renegociação de 2022 estabeleceu dezembro de 2041 como prazo final para quitar tudo. Em 2025, o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, chegou a sugerir publicamente que o clube parasse de pagar a Caixa para priorizar outros credores, o que levou o banco a admitir a possibilidade de uma renegociação. A dívida com a Caixa representa 22,5% do endividamento total do Corinthians, estimado em R$ 2,8 bilhões.
Fonte: Poder360




