
Um levantamento da Scot Consultoria revelou que os coprodutos gerados pelo abate de um boi gordo correspondem a 15,5% do faturamento total obtido com a comercialização dos produtos do animal. Essa fatia é considerada relevante para o resultado da indústria frigorífica.
Na composição apresentada pela consultoria, o traseiro é o item que mais pesa no faturamento, respondendo por 47,9% da receita. O dianteiro aparece em segundo lugar, com 29,4%, e a ponta de agulha fecha o trio principal com 7,2%. Juntas, essas três categorias somam 84,5% do faturamento total. Os outros 15,5% vêm dos coprodutos.
Entre os itens aproveitados pela cadeia produtiva estão couro, sebo e miúdos, que são destinados a diferentes mercados. A Scot destaca que, na referência apresentada, comercializar apenas os cortes de carne não é suficiente para cobrir o custo de compra do animal. Por isso, a receita dos coprodutos entra diretamente no cálculo dos frigoríficos.
A consultoria também alerta que faturamento não significa lucro. Além da aquisição do boi, a operação envolve despesas com abate, mão de obra, energia, refrigeração, transporte e tributos. A participação dos coprodutos ainda pode variar conforme os preços e as condições de comercialização de cada produto no mercado.
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